Matéria sobre a Ilha Montão de Trigo na Folha de S. Paulo 08/01/21

Caiçaras vão ‘ganhar’ ilha no litoral norte paulista

Comunidade assumirá a Montão de Trigo, na costa sul de São Sebastião

Nela, vivem 52 pessoas, a maioria sem energia elétrica; medida abre caminho para outras ilhas caiçaras da região

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
ENVIADO ESPECIAL À ILHA MONTÃO DE TRIGO

Uma comunidade de 14 famílias caiçaras, todas de pescadores, originada há mais de três séculos e que vive sem energia elétrica, vai se tornar dona, na prática, da ilha Montão de Trigo, na rica costa de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. A SPU (Secretaria de Patrimônio da União), dona constitucional do imóvel, dará à comunidade autorização para ocupar e explorar a ilha. O documento, que deve ser expedido até fevereiro, vai impedir que a ilha seja alvo de grilagem ou especulação imobiliária de alto padrão.

“O domínio permanecerá da União, mas na prática isso impede que outros interessados venham a requerer inscrições de ocupação sobre a área, ameaçando a ocupação histórica das comunidades tradicionais”, informa a SPU.Com área de 130 campos de futebol, a ilha tem casas precárias, que abrigam 52 pessoas (16 crianças), espalhadas por trilhas na mata, uma escola e um improvisado píer.

Caiçaras são habitantes primitivos da costa, que vivem basicamente da pesca, agricultura e extrativismo. Desde 2010, o governo vem acelerando a concessão do TAUS (Termo de Autorização de Uso Sustentável) a grupos tradicionais, mas é a primeira vez que isso beneficia ilhéus. A maioria dos beneficiários são comunidades ribeirinhas em Estados como Amazonas, Pará e Maranhão. A medida abre caminho para que o mesmo seja feito em ilhas como a de Búzios (142 habitantes) e Vitória (50), no arquipélago de Ilhabela, as outras habitadas só por caiçaras no litoral norte.

“Isso é importante, porque dá mais segurança para a gente”, diz Adilson de Almeida Oliveira, 37, nascido na ilha, líder da comunidade. A insegurança é típica da ocupação tumultuada do litoral, marcada por grilagens, invasões e registros de imóveis ao arrepio da lei ou aproveitando-se de brechas delas.

Mesmo a Constituição definindo que ilhas são propriedades da União, há algumas nas mãos de particulares.

“As comunidades tradicionais do litoral ficaram esquecidas, engolidas pela especulação imobiliária”, diz o arquiteto paulistano Gil Lopes, do Instituto Guapuruvu, que iniciou há três anos o processo que levou à decisão. Com estudos antropológico e ambiental, o trâmite partiu do desafio de provar que a comunidade existia, tinha alicerce histórico e usava de forma sustentável a ilha.

Além da pesca, uma atividade frequente na ilha, não explorada pelos caiçaras, é o turismo, que atrai gente para pescar, surfar e mergulhar.

Não há praia na ilha. De Barra do Una, a distância é de 14 km ou 30 minutos.

jan 8, 2012
staff

A chegada da Bark e o treino longo

Tenho como objetivo fazer travessias longas e em mar aberto e estou me preparando fisicamente e tecnicamente para isso. E meu apoiador Board House me equipou da melhor maneira para que eu tenha suporte de alta performance.

A partir de agora eu conto com um sup 12.6 Bark e remo Werner para meus treinos e travessias, ambos de carbono e já aprovadíssimo por mim. Os remos Werner já são velhos conhecidos meus e pois atesto a sua qualidade há vários anos na canoagem em ondas. A Bark, é uma novidade para mim, mas muito bem recomendada pelos especialistas no esporte e que pude comprovar já na primeira remada. Mar batido, chuva e ventos, esta foi a condição que testei o sup que iria me levar daqui para diante. Como comentei com o Renato e Cristian (da Board House), fiquei impressionada com a relação PERFORMANCE x SEGURANÇA que obtive na remada. Foi uma batismo de verdade!  Mas no final de semana do dia 18 de dezembro foi diferente…o sol brilhou e o mar alisou…

E depois de alguns finais de semanas com onda, onde o treino foi direcionado para surf, tivemos uma condição ideal para uma remada longa. A idéia inicial era sair da Barra do Sahy, chegar em Maresias, bater e voltar…mas os equipamentos são tão bons e o dia estava tão lindo que acabei dando uma esticadinhaaté a ilha de Toque-toque

  O visual o tempo todo foi incrível e a chegada na ilha foi recompensada com longos mergulhos, um pouco de carbo para recobrar as energias, algumas fotos e um leve descanso…na volta o horário avançado fez o sol pegar forte e os mergulhos foram inevitáveis…e deliciosos…tartarugas, cardumes de diversas espécies, águas vivas dos mais variados tamanhos e os peixes voadores foram alguns dos animais que me deparei no caminho

dez 18, 2011
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Travessia da Ilha do Montão de trigo


São muitas as histórias e lendas que circulam sobre a ilha Montão de Trigo e apesar de já ter feito remadas de caiaque oceânico até lá e expedição que montamos para a travessia de sup foi muito especial para mim.

Desde o início do ano do ano eu queria fazer a travessia do Montão de sup, mas as datas, a condição do mar, competições e outros fatores foram fazendo com que este projeto fosse adiado mês a mês..até que chegou o invermo e definitivamente ele havia ficado para o final do ano de 2011.

Em pleno julho, depois de vários finais de semana seguidos de boas ondas na casa de amigos em Maresias quando o pessoal checou a previsão das ondas e se surpreenderam com o “mar praticamente flat nos próximos dias e até o final de semana”

Na hora pensei…será? Travessia do Montão???

No dia seguinte liguei para meu amigo Betinho e começamos a fazer um rápido planejamento…o resultado…bom…o resultado vocês podem conferir abaixo

A EQUIPE

Eu de sup e o Betinho, responsável pela operação da Rios e Montanhas que atua no portinho da Barra do Sahy fez a gentileza, de me acompanhar de barca, pois ela a minha primeira travessia em mar aberto. Também foi naquele dia duas equipes de canoa havaiana – a idéia não era nos acompanhar, até por que a performance dos 2 equipamentos são bem diferentes – combinamos de nos encontrar na ilha para fazer juntos as demais atividades

AS ATIVIDADES PLANEJADAS

Depois da travessia a aventura continuaria, a idéia era encontrar o pessoal da canoa e fazer uma caminhada de cerca de 50 min até o topo da ilha, antes disso, claro, um belíssimo mergulho para comemorar a remada e um lanche para recobrar as energias. A Rios e Montanhas é a operadora que faz os passeios no Montão e tem um estreito contato com a comunidade local – o que seria uma ótima oportunidade para conhecer e conversar com aqueles que realmente vivem do mar, tem muito conhecimento e muitas histórias para contar. E pra fechar com chave de ouro durmiríamos lá para viver a experiência por completo

A TRAVESSIA

Eu estava ansiosa e muito feliz ao mesmo tempo, pois não havia feito uma remada de sup em mar aberto. Estava tudo certo: barco pronto no portinho Sahy, bastante água, um som legal no ipod, todos os equipamentos e mantimentos preparados e embalados e uma condição perfeita com sol e mar lisinho em pleno inverno.

Uma média de 14km de remada era a minha previsão e não tive uma estratégia específica, apenas coloquei um único ritmo, nem forte nem fraco e fui em frente em uma única tacada. A única parada foi quando estava quase chegando na ilha, a cerca de um ou 2 quilômetros e avistei um golfinho de longe…aí…

A RECEPÇÃO DOS GOLFINHOS

Eu parei de remar e fiquei observando aquele bichinho subindo e descendo na superfície da água e fiquei lá como se estivesse em transe agradecendo aquela visão, como se fosse uma recompensa pela longa remada. O Betinho veio se aproximando com o barco e conversamos um pouco…quando derrepente avistamos bem de longe um grande cardume de golfinhos vindo em nossa direção. Depois disso passei por uma das experiências mais especiais de uma remada no mar. Os golfinhos passaram cerca de 15 a vinte minutos literalmente brincando conosco: muito curiosos eles ficaram passando pertinho para nos observar, debaixo do barco e da prancha e pareciam bem a vontade enquanto eu e o Betinho, estávamos extasiados não acreditando nos que estávamos presenciando. Isso sim é que é uma recepção de primeira!!!! Felicidade pura!

A RECEPÇÃO CALOROSA

Depois da espetacular recepção dos golfinhos no mar foia vez da calorosa comunidade local nos receber. As crianças, com seu maneira especial já vem conversando, perguntando e contando seu dia-a-dia como se fossemos amigos de longa data com uma incrível energia boa de quem não tem nenhuma maldade no coração. Fomos muito bem recebidos pelos pescadores e depois muitas histórias nos forma contadas ao longo do dia. Um aprendizado muito especial que escola nenhuma ensina…só a escola da vida mesmo. Um homem que tem a capacidade de olhar o seu e pelo tipo de formação das nuvens

O TOPO DO MONTÃO

 A equipe toda estava animada para fazer a caminhada para o topo da ilha, pois o vista do litoral a partir da ilha é maravilhosa. Eu também estava, mas tive que reunir forças para fazer uma subida relativamente rápida após a remada que tinha acabado do fazer. Durante a trilha passamos por algumas casas e foi possível ver a estrutura que a pequena comunidade de cerca de 20 famílias tem para viver. Foram cerca de 45 min de subida, passando por paisagens incríveis e o presente da vista ao chegar ao topo da ilha. Sensação de liberdade, paz, missão cumprida e o simples prazer de contemplar o mar e o litoral paulista com os amigos

nov 25, 2011
staff

“As ilhas”

Ela é conhecida como “As ilhas”, mas na verdade trata-se de apenas uma ilha, localizada na frente da praia da Barra do Sahy (minha casa) e muito visitada o ano todo pelos turistas.

Pela localização próxima da costa, cerca de 2km, é comum ver o pessoal fazendo passeios de caiaque até ela. Mas há quem prefira ir de barco, seja próprio ou com os pescadores que ficam nas praias do Sahy e Juquehy fazendo a travessia. Passar o dia nas ilhas é uma das pedidas para quem passa o final de semana no litoral norte.

São duas praias com visual super bonito e a grande pedida do local é o snorkel e o relax nas duas praias de areia branca. A ilha é relativamente pequena, não habitada e pode ficar cheia no verão

Bem próxima dela fica a ilha das Couves e eu inclui ela na volta da remada para o trajeto ficar um pouco mais longo e divertido.

nov 25, 2011
staff

A primeira ilha

Logo que voltei ao Brasil da minha viagem ao Hawaii, fiz uma remada com uma prancha emprestada na praia da Baleia e no mesmo final de semana a ilha dos Gatos se tornou a primeira ilha que remei de sup

 

CURIOSIDADE

Para que não conhece, esta ilha fica a apenas cerca de 3 km da costa e ficou conhecida pois na década de 60 o magnata Nelson Rockfeller, na época, governador de Nova York e ex-vice presidente dos Estados Unidos construiu uma mansão no topo da ilha. Conta-se que o local foi escolhido para uma possível fuga em caso de conflito com a Rússia durante a guerra fria. Hoje existem apenas algumas ruínas que podem ser vista depois de 20 minutos de caminhada

out 16, 2011
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Aqueles que fizeram a diferença no começo

Equipe Baleia Amiga

Logo que voltei do Hawaii não tinha prancha e estava alucinada para remar…fui na primeira escolinha de surf da praia da Baleia onde me falaram que o pessoal tinha prancha de sup. Mal sabia eu que ali faria grandes amigos como o casal de surfistas Tiago e Iná. As minhas primeiras remadas foram com as pranchas da escola e depois foi o Tiago quem me ensinou a surfar de sup. Valeu casal!!!

Board House

A galera da BoardHouse foi nota 10 dando toda assessoria com os equipamentos para que eu faça as remadas e travessias, inclusive os treinos na raia da USP. Valeu Cristian e Renato

Amigo de longa data: Betinho

Mais que um amigo o Betinho foi super parceiro, me acompanhando na minha primeira travessia: Montão de Trigo. Além disso ele ainda me ajudou com toda a logística e sua experiência em navegação. O presente foi ficarmos na ilha, fazermos a caminhada até o topo, conhecer a comunidade e durmir lá…foi uma experiência incrível que só aconteceu por que o Betinho agilizou tudo. Valeu amigo!

out 12, 2011
staff

Como tudo começou

No final de 2010 durante uma viagem ao Hawaii, um amigo me apresentou ao stand up paddle, um esporte incrível onde se rema de pé em uma prancha proporcionando uma visão diferencia da natureza. Pra mim, uma praticante, competidora e amante de diversos esportes com remo, não seria difícil me apaixonar por mais esta modalidade, ainda mais se ela permite você se divertir com surf e remada como no caiaque.

     

Sup em Maui e Oahu

Logo que voltei ao Brasil comecei a surfar de sup e fazer pequenas remadas para as ilhas próximas a praia que freqüento no litoral norte (Barra do Sahy). As Ilhas, Couves e Gatos foram as primeiras e daí surgiu a idéia do projeto das “Travessias das Ilhas do litoral Norte Paulista”

Depois disso, fiz a travessia ilha Montão de Trigo, onde foram cerca de 2h30 de remada e a recepção calorosa de um cardume de golfinhos. Caminhar até o topo da ilha, conhecer as famílias que vivem na ilha sendo muito bem recebido por todos, durmir por lá e toda interação que tivemos naquele final de semana foi a certeza que esta incrível  experiência tão pertinho de casa deveria ser compartilhada.

Daí surgiu a idéia do projeto “SUPtravessias das Ilhas”

     

As Ilhas, Ilhas das Couves e Ilhas dos Gatos

Quantas ilhas não existem no nosso litoral? Quais as possibilidades de lazer, esportes e gastronomia que elas oferecem? Receber um peixe fresco de presente dos pescadores da ilha Montão de Trigo e sua amigável hospitalidade me fez perceber que as nossas ilhas oferecem muito mais do que os tradicionais guias turísticos podem mostrar. Saber quem são e como vivem as pessoas que apenas olhando para o seu já sabem a previsão do tempo para as próximas horas ou dias são apenas parte do conhecimento que pretendo descobrir nesta aventura em cima uma prancha.

out 1, 2011
staff
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